9 razones para acompañar la legalización del aborto

Por Coletivo Passarinho

Nueve argumentos que hicieron la diferencia en el debate por el aborto legal, seguro y gratuito en la Argentina

  1. Aborto es cuestión de salud pública, no de creencias religiosas.
    El Estado laico debe promover políticas públicas y no valores religiosos. La definición de cuando comienza la vida varía de acuerdo con cada creencia. La legalización abre puertas a una política pública responsable que piensa en los derechos de todas las personas gestantes, independientemente de su religión.
  2. El aborto es también una cuestión de derechos sexuales y reproductivos.
    Todas las personas tienen el derecho de decidir sobre su cuerpo, su libertad y su futuro. La criminalización de la práctica es la mutilación de la ciudadanía, al negar el derecho de las mujeres a su propio cuerpo.
  3. El aborto no es un método anticonceptivo. Es la opción cuando la prevención falla.
    La propuesta de la legalización del aborto debe venir acompañada de una política integral que piense la educación sexual para decidir con conciencia, métodos anticonceptivos accesibles para no quedar embarazada y aborto legal para no morir.
  4. La penalización del aborto niega el derecho de las personas gestantes a la salud, la vida, la integridad personal y la igualdad.
    La criminalización inhibe a esas personas a buscar ayuda médica para abortar o tratar complicaciones después de abortos inducidos o espontáneos. Legalizar es la posibilidad de concretar el derecho a la salud en todo momento, sin barreras de acceso morales o legales.
  5. No estamos discutiendo ‘Aborto Sí’ o ‘Aborto No’, sino ‘Aborto Legal’ o ‘Aborto Clandestino’.
    El aborto ocurre, siendo legal o no. Nosotros, mujeres y personas gestantes, abortamos. Por eso, la discusión no es sobre abortar o no abortar. La discusión es en qué condiciones abortar.
  6. La criminalización del aborto es también una cuestión de desigualdad social y racial, porque las mujeres ricas abortan, pero las pobres mueren.
    Las complicaciones derivadas de un aborto son la principal causa de muerte materna en el país. Sólo quien muere son aquellos que no tienen acceso a la información y las condiciones para una interrupción segura del embarazo. En Brasil, las mujeres negras tienen dos veces y media más posibilidades de morir durante un aborto que las blancas.
  7. No es peligroso abortar. ¡Peligroso es abortar en la clandestinidad!
    El aborto como procedimiento médico, asistido adecuadamente, no representa riesgos para la salud; puede incluso ser la puerta de acceso a la información para evitar un próximo episodio. La marginación genera riesgos para la integridad física y moral de las personas.
  8. La legalización del aborto no aumenta el porcentaje de personas que abortan y disminuye la tasa de mortalidad materna.
    En los países europeos donde la práctica es legal, el número de abortos ha disminuido a lo largo de los últimos 20 años y la mortalidad materna ha dejado de ser un problema de primer orden de salud pública. En Uruguay, la tasa de muertes vinculadas al aborto es la más baja de América Latina y el Caribe.
  9. La criminalización del aborto es una estrategia patriarcal del Estado de legitimar una maternidad impuesta.
    Ella impide que la persona gestante tome la decisión sobre su propio cuerpo de acuerdo con su creencia, historia y deseo. Es una imposición basada en la religión y el dogmatismo patriarcal que subyuga a las mujeres en la sociedad y viola sus derechos.

¡EDUCACIÓN SEXUAL PARA DECIDIR,
ANTICONCEPTIVOS PARA NO ABORTAR,
ABORTO LEGAL PARA NO MORIR!

¡ ES NUESTRO CUERPO!
¡ES NUESTRA ELECCIÓN!
¡ES POR LA VIDA DE LAS MUJERES!
¡LLEGÓ NUESTRA HORA, LEGALIZAR EL ABORTO!

Texto original en portugués

9 ARGUMENTOS QUE FIZERAM A DIFERENÇA NO DEBATE PELO ABORTO LEGAL, SEGURO E GRATUITO NA ARGENTINA

1. Aborto é questão de saúde pública, não de crenças.
O Estado laico deve promover políticas públicas e não valores religiosos. A definição de quando começa a vida varia de acordo com cada crença. A legalização abre portas a uma política pública responsável que pensa nos direitos de todas as pessoas gestantes, independentemente de sua religião.

2. O aborto é também uma questão de direitos sexuais e reprodutivos.
Todas as pessoas têm o direito de decidir sobre seu corpo, sua liberdade e seu futuro. A criminalização da prática é a mutilação da cidadania, ao negar o direito das mulheres ao seu próprio corpo.

3. Abortar não é um método contraceptivo. É a opção quando a prevenção falha.
A proposta da legalização do aborto deve vir acompanhada de uma política integral que pense a educação sexual para decidir com consciência, métodos contraceptivos acessíveis para não engravidar e aborto legal para não morrer.

4. A penalização do aborto nega o direito de pessoas gestantes à saúde, à vida, à integridade pessoal e à igualdade.
A criminalização inibe essas pessoas a procurar ajuda médica para abortar ou tratar complicações após abortos induzidos ou espontâneos. Legalizar é a possibilidade de concretizar o direito à saúde em todos os momentos, sem barreiras de acesso morais ou legais.

5. Não estamos discutindo ‘Aborto Sim’ ou ‘Aborto Não’, mas ‘Aborto Legal’ ou ‘Aborto Clandestino’.
O aborto acontece, sendo legal ou não. Nós, mulheres e pessoas gestantes, abortamos. Por isso, a discussão não é sobre abortar ou não abortar. A discussão é em que condições abortaremos.

6. A criminalização do aborto é também uma questão de desigualdade social e racial, porque AS RICAS ABORTAM, AS POBRES MORREM.
Complicações decorrentes de um aborto são a principal causa de morte materna no país. Só quem morre são aquelxs que não têm acesso à informação e às condições para uma interrupção segura da gravidez. No Brasil, as mulheres negras têm duas vezes e meia mais chances de morrer durante um aborto do que as brancas.

7. Não é perigoso abortar. Perigoso é abortar na clandestinidade!
O aborto como procedimento médico, assistido adequadamente, não representa riscos à saúde; pode inclusive ser a porta de acesso à informação para evitar um próximo episódio. A marginalização gera riscos à integridade física e moral das pessoas.

8. A legalização do aborto NÃO aumenta o percentual de pessoas que abortam e DIMINUI as taxas de mortalidade materna.
Em países europeus onde a prática é legal, o número de abortos diminuiu ao longo dos últimos 20 anos e a mortalidade materna deixou de ser um problema de primeira ordem da saúde pública. No Uruguai, a taxa de mortes vinculadas ao aborto é a mais baixa da América Latina e Caribe.

9. A criminalização do aborto é uma estratégia patriarcal do Estado de legitimar uma maternidade imposta.
Ela impede que a pessoa gestante tome a decisão sobre seu próprio corpo de acordo com sua crença, história e desejo. É uma imposição baseada na religião e no dogmatismo patriarcal que subjuga as mulheres na sociedade e viola seus direitos.

EDUCAÇÃO SEXUAL PARA DECIDIR, ANTICONCEPCIONAIS PARA NÃO ABORTAR, ABORTO LEGAL PARA NÃO MORRER!

LEGALIZA!
O CORPO É NOSSO!
É NOSSA ESCOLHA!
É PELA VIDA DAS MULHERES!

CHEGOU A NOSSA HORA DE LEGALIZAR O ABORTO!